segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

A alimentação é uma preocupação constante na rotina das pessoas. Seja para obter um estilo de vida saudável, seja para perder peso, melhorar a saúde ou, simplesmente, satisfazer uma necessidade fisiológica, comer é sempre bom. Contudo, uma nutrição adequada se preocupa com algumas questões importantes: o que, quando, quanto e como consumir os alimentos.
O grande avanço da ciência na área da nutrição transformou o simples ato de comer em uma ferramenta poderosa na promoção da saúde. A cada dia são descobertos novos nutrientes aptos a atuar diretamente no organismo. O desenvolvimento de alergias alimentares, manifestação de doenças articulares, existência de quadros recorrentes de doenças respiratórias e manifestações auto-imunes podem ser um alerta de que sua alimentação não está apropriada. Além disso, as necessidades da vida moderna, associadas a uma alimentação inadequada, levam ao aumento excessivo de peso e ao conseqüente surgimento de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial.
Uma nutrição adequada é capaz de diminuir o estresse, ansiedade e a irritabilidade, além de facilitar o controle de peso e do humor. Auxilia também no combate a diversas doenças, torna seu tratamento mais eficaz e favorece o paciente com uma recuperação mais rápida. Igualmente, pode promover melhora no rendimento de esportistas, potencializar o desenvolvimento físico e cognitivo de crianças e adolescentes, contribuir para uma gestação plena e saudável e lidar com as alterações naturais do envelhecimento.
Alimentação saudável promovendo saúde e bem-estar em qualquer estágio de vida.

A alimentação permite manter-nos vivos e com boa saúde.
Todos os alimentos são compostos por nutrientes, com diversas funções, tais como: dar energia, construir os nossos músculos e ossos, regular a temperatura do corpo, entre outras.
Os alimentos passam a nutrientes no interior do nosso organismo, graças ao processo digestivo que começa na boca. Existem 6 tipos de nutrientes e podemos dividi-los em dois grupos, tendo em conta a quantidade necessária dos mesmos. Deste modo os nutrientes podem ser:
1. micronutrientes (necessários em menores quantidades) e
2. macronutrientes (necessários em quantidades maiores).

Dos micronutrientes fazem parte as vitaminas e os sais minerais. Dos macronutrientes fazem parte as proteínas, os glícidos e os lípidos, conhecidos todos eles por nutrientes energéticos, pois fornecem energia ao nosso corpo.

1) Carboidratos: são encontrados em vegetais, frutas, pães, cereais, arroz, massas e leite. Entre 50% e 65% da energia necessária ao corpo é fornecida por eles. Deve-se lembrar que eles são fundamentais para um bom Funcionamento das funções cerebrais.
Os carboidratos são energéticos, fornecem energia para o corpo se movimentar, executar trabalhos e viver. São suas fontes o açúcar, o amido e as fibras. A função das fibras em nosso organismo é aumentar o volume do bolo fecal, facilitando a eliminação dos excretas. Também são importantes na prevenção de certos tipos de doenças, como o combate ao colesterol alto, portanto, muito importantes na nossa alimentação.

2) As proteínas: Temos, entre os nutrientes, as proteínas. São construtoras, como os “tijolos de uma casa”. As proteínas estão envolvidas na formação de músculos, pele e demais tecidos do corpo humano são fundamentais para o crescimento e preserveração ( para o reparo das células deterioradas) dos órgãos, tecidos e células além de auxiliar na digestão e na produção dos anticorpos.. Podemos encontrá-las nos alimentos de origem vegetal e animal. As unidades básicas que compõem as proteínas designam-se por

"aminoácidos", que existem sob dois tipos: essenciais - fornecidos pelos alimentos, e não essenciais - produzidos pelo corpo. São encontradas (como origem animal) nas carnes, leite, ovos e frutas secas. Fornecem entre 10% a 15% da energia necessária ao corpo. As proteínas vegetais originam-se de certas leguminosas (soja, feijão, grão de bico, lentilha etc)

3) Os Glicídeos: ou Açúcares ou hidratos de carbono são os principais fornecedores de energia às celulas. Todos os nossos movimentos devem-se em parte à utilização dos glícidos pelas nossas células que os transformam em energia. Este nutriente encontra-se sobretudo nos alimentos vegetais, nos cereais e nos frutos. Por sua vez, os hidratos podem ser também de dois tipos: complexos ou simples. Os hidratos simples são absorvidos pelo nosso organismo com facilidade, enquanto que os complexos são lentamente absorvidos pelo organismo e são estes que devemos preferir, até porque nos dão uma sensação de saciedade mais prolongada. Também fazem parte dos hidratos complexos as fibras, que não chegam a ser absorvidos pelo organismo e não têm qualquer valor calórico; no entanto facilitam a digestão.

4) Os Lipídeos: são as gorduras responsáveis por fornecer ao corpo uma grande concentração de energia alimentar. Neles encontramos as vitaminas A, D, E e K, além de auxiliarem na reestruturação dos tecidos são responsáveis pelo desenvolvimento do cérebro, da visão e constituem as nossas células, entre muitas outras funções. Podemos encontrá-los nos alimentos de origem vegetal e animal. Os lípidos podem ser divididos em três grupos: saturados, monoinsaturados e polinsaturados. Os saturados encontram-se nos alimentos de origem animal; os "mono" encontram-se em gorduras como o azeite e óleo de amendoim; por fim, os polinsaturados encontramos nos óleos vegetais, aves e peixes gordos. É recomendado que não forneçam mais de 30% de energia ao corpo.
As gorduras são fontes concentradas de energia, que podem ser armazenadas. Se o gasto de energia for grande, ela vai ser consumida. Ao contrário, se comemos uma certa quantidade de gordura que não é gasta, o organismo a guarda e a armazena, na forma de gorduras, para quando faltar energia, ele buscará os excessos acumulados. Todos nós precisamos ingerir gorduras. Não é certo uma alimentação ter zero por cento de gorduras, já que as gorduras entram, por exemplo, na produção de certos hormônios. Uma grande parcela de alimentos vai ter certa quantidade de gorduras, ainda que pequena. Outra função dessas substâncias é dar sabor e textura aos alimentos. São fontes a gema de ovo, a pele de frango, os frutos do mar, coco, creme de leite, óleos, margarinas, etc.

5) As Vitaminas: Estimulam o crescimento e permitem a manutenção do corpo. Não têm qualquer valor energético e existem em pequenas quantidades. Estão presentes em todas as reações químicas do nosso corpo e participam da formação dos ossos e tecidos, previnem certos tipos de câncer e evitam o envelhecimento. Quando existe alguma vitamina em excesso podem ocorrer intoxicações.
Existem vitaminas hidrossolúveis (ou seja, solúveis em água) e lipossolúveis (solúveis em lipídios, isto é, gorduras). A diferença entre as vitaminas é a função que cada uma exerce.
A vitamina A é envolvida nos processos visuais, a vitamina D é importante na formação dos ossos; cada uma tem uma função específica. Até os óleos vegetais têm vitamina E. Alguns alimentos são enriquecidos com vitamina C que serve para preservar o alimento (acidulante). A vitamina (frutas batidas com leite) é uma forma de você variar a alimentação, acrescentando várias frutas (que contêm variadas vitaminas e minerais) e aveia, que tem muita fibra (o que é bom para o intestino e, conseqüentemente, para a pele e cabelos).

6) Os Minerais: à semelhança das vitaminas também não fornecem energia mas desempenham funções importantes no organismo. Permitem a manutenção dos tecidos e

das células, como também a sua renovação e ainda intervêm em reações químicas que ocorrem no interior do nosso organismo. Podemos dividir os minerais em dois grupos: minerais e oligoelementos, dependendo do valor das necessidades diárias de cada mineral.
Os minerais participam de todas as reações do organismo. Alguns estão envolvidos no processo de crescimento. Assim como algumas vitaminas, eles precisam ser adquiridos. Os principais e mais importantes minerais são o cálcio, o fósforo, o ferro, o sódio, o potássio, o magnésio, o manganês, o flúor, o iodo, o cobre e o zinco. O cálcio está principalmente envolvido na formação de nossos ossos, e está presente principalmente nos laticínios. O ferro é muito importante, principalmente para as mulheres que, ao se menstruarem, perdem muito sangue. Está presente, principalmente, em carnes vermelhas. Se o ferro for associado a uma fonte de vitamina C (sucos cítricos, por exemplo) vai facilitar a absorção de vitamina C.

7) A Água: Por último, mas não menos importante, a água - substância que existe em maior quantidade no nosso corpo. Dela dependem o transporte de nutrientes e substâncias, a função de solvente em muitas reacções e também a regulação da temperatura corporal.
A água, ingerida antes, durante ou após as refeições, constitui outro elemento fundamental para o equilíbrio orgânico, pois é indispensável ao metabolismo e movimento muscular.

MAUS HÁBITOS

Quem é que não gosta de comer? Comer é bom demais mesmo, mas em época de consumo de produtos industrializados em excesso e de fast food, o grau de obesidade da população brasileira vem aumentando bastante. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, apresentou resultados de pesquisa com a população brasileira, afirmando que a obesidade está aumentando não apenas na população adulta, como também em crianças e adolescentes. Por isso, o cuidado com a alimentação aliado à prática regular de atividade física é fundamental para a manutenção de sua saúde. Nesse sentido, a proposta desse texto é propor uma reflexão sobre quantos e quais alimentos você costuma ingerir, e fazer com que você procure se adequar a uma alimentação mais equilibrada.
O panorama dessa estrutura alimentar pode ser visualizado por meio da pirâmide alimentar. Ela apresenta de um modo bastante visual, as porções de cada tipo de alimento que devem ser ingeridas diariamente. Outro fator importante é tomar consciência da quantidade de calorias diárias aproximadas que devem ser ingeridas por dia: para meninos são indicadas 2800kcal e para meninas 2200 kcal. Por isso, verificar a composição nutricional de alimentos industrializados, antes de consumi-los, é sempre interessante. Dê preferência àqueles com menor quantidade calórica, menor quantidade de gordura e maior quantidade de fibras.

E como colocar tudo isso em prática? Elaborar um pequeno diário relacionando os alimentos que você consumiu, e analisá-lo comparando com a pirâmide alimentar é um ótimo meio para que você se conscientize do quanto a sua alimentação está equilibrada. A identificação e consciência da sua dieta diária em relação à dieta ideal, dada pela pirâmide, permite que você melhore a sua alimentação e, consequentemente, a sua qualidade de vida.

Como obter uma alimentação saudável nos dias de hoje?

É muito difícil introduzir alimentos saudáveis, ricos em fibras, vitaminas e minerais, em nossa alimentação. Isso ocorre porque temos muitas atividades e, na maioria das vezes, acabamos deixando de lado as refeições ou comendo comidas rápidas (fast foods). No mundo contemporâneo, todos estão com pressa. É de conhecimento geral que alimentação e saúde estão intimamente ligadas. Está provado, cientificamente, que as pessoas que se alimentam equilibradamente terão saúde, ou pelo menos poderão prevenir certas doenças.
Os alimentos servem para saciar a fome e ser combustível para todas as atividades do corpo humano, tais como piscar os olhos, levantar um braço, namorar, caminhar, correr ou jogar bola. Precisamos de energia, proveniente dos alimentos que comemos todos os dias. Também serve para demonstrar carinho, afeto e aceitação, por
exemplo, quando a mãe amamenta o bebê, ou um almoço onde todos se reúnem em torno de uma mesa, é uma demonstração de carinho, de afeto. Ou seja, o alimento está intimamente ligado com o nosso bem estar físico, social e mental, definido segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde.
Uma alimentação saudável passa, principalmente, pelas diferenças sócio-econômicas de nosso país.
Em nosso país, de desigualdades gritantes, existem pessoas que possuem baixa renda e não têm condições de alimentar-se adequadamente por problemas financeiros. É preciso que seja de conhecimento geral o que é ter uma alimentação equilibrada. As pessoas muitas vezes gastam o pouco dinheiro que dispõem em uma alimentação inadequada, tomando refrigerantes no lugar de sucos, por exemplo. Hoje em dia vemos na população economicamente excluída uma grande porcentagem de obesos. Isso acontece porque a população não tem conhecimento sobre uma alimentação adequada. Não que se proiba doces e refrigerantes, pois fazem parte de nosso cotidiano de nossa alimentação, mas devem ser ingeridos no horário e quantidade corretos.
Para falar sobre alimentação, temos que debater sobre nutrientes. São substâncias que compõem os alimentos e que o organismo precisa para viver, para manter a saúde e executar suas atividades, por exemplo, carboidratos, proteínas, lipídios, água e sais minerais. Os nutrientes fornecem energia para todas as atividades: trabalhar, praticar esportes, para o funcionamento dos órgãos, são materiais para promover crescimento, cicatrização de feridas, substituição das células envelhecidas, etc.
A maioria das pessoas ingerem todos os dias carnes e frituras. Não devemos comer todos os dias. O conceito de alimentação deve ser variada. Dando preferência para carnes, molhos gordurosos e doces, na dieta, basicamente carboidratos e proteínas, ao longo do tempo, vão ficando doentes e estressadas, sem saber o por quê. Primeiro, porque vivem apressados, segundo porque não comem direito. Começam a ficar obesas porque dão preferência para os alimentos errados. Os conceitos de alimentação equilibrada foram esquecidos, surgindo o stress e a desnutrição. Se você tiver uma alimentação rica em carboidratos e lipídios, e pobre em vitaminas e minerais, você pode ter, no futuro, um problema de obesidade, desenvolver diabetes. Seu organismo fica desgastado, e você não sabe o que pode ocorrer futuramente.

E, afinal, o que é uma alimentação equilibrada?


Hoje em dia, saúde é prevenção. Devemos organizar nossa alimentação para evitar, entre outras coisas, a obesidade. Alimentação equilibrada significa ter em nossa alimentação todos os nutrientes nas quantidades corretas. Utilizamos como orientação para uma alimentação equilibrada a pirâmide de alimentação: mostra qual quantidade de alimentos devemos comer.

* O primeiro grupo, no topo da pirâmide, são os óleos e gorduras. Devemos, ao preparar os alimentos, colocar o mínimo de óleo possível, tentar evitar a gordura.
* Açúcares e doces, devemos ingerir uma a duas porções, o que corresponderia a um pedaço de chocolate, ou um doce, por exemplo.
* Leite e produtos lácteos em três porções.
* Carnes e ovos, de uma a duas porções.
* Frutas, de três a cinco porções.
* E hortaliças, de quatro a cinco porções.
* Cereais, pães, tubérculos e raízes (batata e mandioca), de cinco a nove porções. No caso, o pão francês corresponde a uma porção (ou duas fatias de pão de forma, ou ainda cinco biscoitos do tipo “água e sal”).

Se quiser uma alimentação menos calórica, deve comer quantidades moderadas. Os cereais aparecem em maior quantidade porque precisamos de aproximadamente 60 a 70% de nossa energia proveniente de carboidratos (no caso dos adultos).
Algumas pessoas que se alimentam da mesma forma (com a mesma quantidade de alimentos) e, às vezes, um é obeso e o outro magro. Cada indivíduo tem o metabolismo diferente do outro. Metabolismo é o gasto e a utilização de energia pelo corpo. É necessário avaliar nas pessoas o tipo de atividade física, seu metabolismo, idade, sexo, estado fisiológico (se está em fase de crescimento, gestane, amamentando,...).
As pessoas também costumam bater as frutas no liquidificador para consumi-las. Nesse procedimento, se destrói uma pequena parcela dos nutrientes, mas é mínima. Sempre existe uma certa perda, por exemplo, o suco de laranja deve ser consumido rapidamente, pois quando a vitamina C entra em contato com o ar, ela praticamente perde sua função. Os alimentos processados, às vezes, têm uma perda maior, pois passam por processos indústriais. Porém, existem muitas variações na perda de nutrientes de alimento para alimento, e também em cada tipo de processamento.
É importante – e relativamente barato – ter em casa uma boa variedade de frutas, legumes e verduras. É muito mais econômico adquirir esses produtos do que biscoitos recheados, refrigerantes e chocolates. Fazer a alimentação equilibrada não é caro, é algo que podemos fazer. Pode-se até ter uma horta, para obter as hortaliças, ou galinhas, para ovos.
Através de uma boa alimentação, vamos ter saúde. Analisando tantas pessoas doentes, obesas, com pressão alta, devemos prestar atenção nas formas que elas se alimentam. Provavelmente, uma alimentação desequilibrada, e por um longo tempo. O nosso organismo até resiste à uma má alimentação por certo tempo, mas por tempo prolongado pode-se vir a ter diversos problemas. É muito importante corrigir desde a infância. Com saúde, podemos viver felizes, em harmonia entre a nossa mente e o nosso corpo.
Como sugestões:

• Alimentação variada e pelo menos três refeições (café da manhã almoço e jantar). O ideal é lanchar (com frutas, iogurte ou leite) às 10 e às 15 horas. Coma um lanche à noite, se der fome. Assim pode-se fracionar a alimentação em seis refeições por dia, equilibradamente;
• Comer sempre verduras e legumes;
• Comer sempre sal e açúcar com moderação. Devemos tentar sentir o sabor natural das coisas. Colocar menos ou até comer sem açúcar;
• Tomar diariamente bastante água;
• Ter bastante higiene com os alimentos;
• Manter o peso, controlando a ingestão de alimentos e fazendo exercícios físicos (é uma forma de equilibrar a alimentação);
• Faça das refeições um encontro agradável. Não é hora de brigas e desentendimentos.
Só assim é possível ter uma alimentação equilibrada e maior qualidade de vida.

Webgrafia

http://www.comerbembarato.com/a-importancia-de-uma-alimentacao-saudavel.html
http://alimentacaoparatodos.bloguepessoal.com/81043/A-importancia-da-Alimentacoo
http://www.brasilescola.com/saude/alimentacao-saudavel.htm
Retirado o texto da Revista Eletrônica de Ciências - Número 22 - Outubro / Novembro / Dezembro de 2003.

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